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ENGLISH
PORTUGUESE LINGUISTICS & CULTURE |
| Autor: | foxfox |
| E-mail: | não-disponível |
| Data: | 26/ABR/2004 12:06 AM |
| Assunto: | Re: Imersão |
| Mensagem: |
Antonio! Imagine se você, dirigindo-se pela manhã à padaria para comprar pão e descobrisse que seu dono estava a comprar pão para seu consumo em outra. O que você faria? Veja bem; anos atrás, quando pesquisava métodos de ensino de inúmeros cursos para escolher o “melhor” para matricular meu filho, não encontrei um sequer onde a secretária tivesse conhecimento do produto oferecido pela escola que seria um mínimo conhecimento da língua. Pois bem, escolhi um que possuía uma boa abordagem infantil e hoje, embora meu filho não tenha adquirido qualquer fluência, ele adquiriu uma boa pronúncia. Hoje ele está recebendo ajuda de professor nativo que tem elogiado muito sua performance. Ocorre que seis anos se passaram e agora o tempo não será inferior a um ano, no mínimo, para que ele solte a língua (Oxalá). Joguei dinheiro fora? Sim, joguei um bom naco, porque não atingi o objetivo que seria que ensinassem meu filho a falar inglês. Agora vamos fazer um exercício de imaginação: Suponhamos que neste período eles tivessem ensinado meu filho falar, que não fosse toda aquela coca-cola de boa fluência e excelente “accent” tanto apregoado pela grande maioria, que não tivesse “aquele conteúdo” tanto apregoado pelos cursinhos franqueados. Hoje, seria muito mais barato para o professor nativo corrigi-lo, não seria? Seria. Senão vejamos: conheci um motorista de táxi de Trinidad Tobago, que falava todo torto, errado mesmo - analfabeto. Certo dia ele resolveu estudar por conta própria e debruçou-se nos livros “Elementary , Intermediate e Advanced” do Prof. Raymund Mhurphy e hoje ele é tido como esnobe por seus pares pela sua correção gramatical e pronúncia. Tive uma empregada doméstica analfabeta procedente de Georgetown que na ocasião da sua contratação, procurei um professor de inglês para ser meu intérprete e para minha surpresa ele teve a maior dificuldade para decifrar o que ela dizia. Após três meses, quando ela retornava para sua terra natal, este mesmo professor nos encontrou indo para a rodoviária e teve uma boa conversa com ela. Dias depois nós nos encontramos e ele com ar espantado perguntou-me: o que houve? Eu, perplexo, respondi: houve o que? Com sua empregada; eu entendi tudo o que ela dizia, men. Aí eu cai na real e respondi: Eu a ensinei falar corretamente. Na verdade, eu fui corrigindo seus erros gramaticais paulatinamente (p.ex: return back). Professor Antonio, o que eu quis mostrar é que advogamos o ensino de qualquer língua pelo método mais natural do mundo.Esqueçamos, num primeiro momento todas as regras gramaticais e ensinemos apenas o corriqueiro da conversação e na medida do ganho na abrangência da nova língua, que se insira os conceitos gramaticais tirados dos textos aprendidos. – Veja bem, por todos os cursos por onde comecei e abandonei logo no primeiro mês, só vi alunos chegar e dizer – bom dia, boa noite professor. Se na segunda-feira – diziam: como foi o seu fim de semana? Imagine se você ensinasse seus alunos a dizer somente estas coisas corriqueiras em inglês? E os “idioms” por não ensiná-los de primeira? Conheço um cursinho que após dois anos eles dizem: agora vamos aprender as expressões idiomáticas” – isto não é um despropósito? Outro dia encontrei um aluno já adiantado num desses cursinhos e lhe perguntei: what`s going on? Ele prontamente perguntou: o que você disse? Portanto, Antonio, sature seus alunos com tais expressões e na medida do possível vá inserindo os parâmetros gramaticais do contexto. Na verdade todos aqueles que procuram um curso de inglês, deseja a coisa mais simples do mundo: aprender a falar inglês. Para seu conhecimento, as escolas americanas trabalham com encartes com textos para o aluno ler e interpretar, que possuem dupla vantagem: os alunos fixam os conceitos e ainda por cima, aprendem a interpretar o conteúdo. Assim você estará dando uma boa dose de auto-confiança para seus alunos e neles despertando o interesse pela leitura e pesquisa de novos termos. Seja um professor falante que seus alunos o imitarão com certeza .foxfox |
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Imersão Antonio Carlos
25/ABR/2004, 2:11 PM
Re: Imersão Flor 25/ABR/2004, 4:05 PM

Re: Imersão ze bigorna 27/ABR/2004, 10:29 AM
Re: Imersão foxfox 26/ABR/2004, 12:06 AM
Re: Imersão Antonio Carlos
27/ABR/2004, 12:18 PM

Re: Imersão Fabio 27/ABR/2004, 12:45 PM