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Dear Tânia,I'm afraid you'll never find a conclusive answer to your question.
First, because it is difficult to define the meaning of "speak English."
Language proficiency can be placed on a wide range of different levels that go from the near "zero" level achieved by the mandatory English in Brazilian high schools to the native-like proficiency attained in international bilingual schools. To many language schools the levels are simply beginning, intermediate and advanced. To international proficiency tests like the TOEFL, they are subdivided in different skills, each one ranging on a long scale of numbers. Even among native speakers we will find different levels of proficiency in different skills at different ages. The fact is that language is an ability that cannot be measured objectively. So, "to learn English" or "to speak English" are relative concepts, not to say abstractions.
Even if we agreed that "to speak English" would be a certain TOEFL score for the purpose of our statistics, how would we measure the English proficiency of the population?
In general terms, my very rough guess is that no matter how you look at it, you'll never find more than a one-digit percentage of English speakers. If I needed to make a guess, I would suggest the following:Intermediate Advanced
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City areas 4 to 6% 1 to 3%
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Rural areas 0 to 1% less than 1%
---------------------------------------------------------Atenciosamente,
Ricardo - EMB
Prezado José Carlos,As escolas pertencentes às redes de franquia não fazem o que já se faz no resto do mundo há muito tempo, em primeiro lugar, porque o franqueador seria o primeiro a perder, pois deixaria de haver uma razão para o franqueado continuar atrelado ao seu fraqueador. A suposta padronização do "método" e o uso dos livros é uma forma de controlar o franqueado, contabilizar o número de alunos e determinar as "taxas de marketing" etc. Considere também que a venda do livro com o CD representa a principal fonte de renda do franqueador.
Outro motivo são as dificuldades de se encontrar instrutores realmente proficientes na língua estrangeira, pois esta é a principal condição para se adotar uma abordagem livre, inspirada em language acquisition. E se escolas localizadas em centros maiores encontrassem instrutores competentes, e lhes dessem autonomia, muito facilmente acabariam nas mãos dos mesmos, pois afinal, quase tudo depende da qualificação pessoal dos mesmos, ficando o papel da escola relegado a um segundo plano, o de proporcionar a infraestrutura apenas (salas de aula, biblioteca, etc.).
Atenciosamente,
Ricardo - EMB
Prezada Cristiane,Você não fez nada de errado. Você acertou ao decidir não matricular sua filha quando percebeu que o inglês oferecido pelas várias escolas não era autêntico.
Quando em 1987 eu vim com minha família de muda para o Brasil, depois de termos residido nos EUA, minha filha mais velha, com 7 anos, passou exatamente pela mesma experiência. Na época solicitei permissão da direção da escola de ensino fundamental daqui para que ela não assistisse às aulas de inglês oferecidas pela escola. O motivo não foi preocupação com o desenvolvimento de 2 línguas simultaneamente; foi simplesmente para não estragar sua pronúncia nativa.
Para minimizar a perda inevitável, uma vez que em nossa cidade não havia escola bilíngüe com falantes nativos, comprei CDs de música para criança e videotapes com desenhos e programas infantis em inglês.
Tanto a minha quanto a sua história demonstram o que é o aprendizado de línguas, especialmente na infância. Crianças não se submetem à prática artificial de línguas estrangeiras, mas aprendem com facilidade, desde que estejam em ambientes autênticos vivendo situações reais de comunicação. Linguagem é fruto de convivência. Não é conhecimento gramatical nem memorização de frases traduzidas; nem para adultos e, muito menos, para crianças. Além disso, crianças possuem uma acuidade auditiva, e um estágio de desenvolvimento cognitivo que lhes pemite captar sutilezas fonéticas que muitas vezes nós adultos sequer temos ouvidos para perceber. Se a criança ficar exposta a uma linguagem caracterizada por desvios, todos esses desvios serão transferidos à criança comprometendo seu potencial de assimilação.
Queremos que nossos filhos aprendam inglês e sabemos que quanto antes melhor. Nossas decisões, entretanto, deverão se basear na questão da oportunidade antes da idade. Isto porque, independente da idade do aprendiz, a língua estrangeira adquirida de segunda mão, na ausência de modelos autênticos, jamais vai se tornar um meio de comunicação pleno, assim como uma área de reflorestamento jamais vai se tornar uma selva nativa.
Uma solução seria colocar sua filha numa escola internacional, daquelas freqüentadas por crianças estrangeiras e que possuem um corpo docente misto, composto de professores estrangeiros e brasileiros, e onde a maioria das matérias é ensinada em inglês. Infelizmente esse tipo de escola só está disponível em grandes centros, e custam muito caro.
Fique atenta para as oportunidades em sua cidade, pois assim que sua filha retomar o convívio com estrangeiros e a interação que este convívio proporciona, aquela linguagem adquirida na infância vai reflorescer rapidamente.
Atenciosamente,
Ricardo - EMB
Prezada Josi,A respeito da importância do contato com estrangeiros, falantes nativos da língua-alvo, é preciso em primeiro lugar entender a distinção entre os conceitos de language learning e language acquisition.
Se for nossa intenção oferecer um programa nos moldes convencionais, enfatizando o estudo formal da língua, trabalhando com livros de textos, com a língua na sua forma escrita, tendo como objetivo principal acumular informação e conhecimento sobre o funcionamento do idioma, sobre sua estrutura, nesse caso a qualificação técnica do professor assume importância maior e provavelmente o não-nativo, com sua visão das diferenças gramaticais entre as duas línguas terá uma clara vantagem.
Entretanto, se nosso programa tiver como objetivo desenvolver habilidade funcional sobre o idioma, em que o papel do instrutor é criar um ambiente de língua e cultura e construir um relacionamento com o aprendiz, onde a ênfase é a interação humana natural entre pessoas que representam diferentes línguas e culturas, na qual um funciona como agente facilitador e através da qual o outro (aprendiz) constrói sua própria habilidade, na direção de seus interesses pessoais ou profissionais, o falante nativo é praticamente insubstituível.
A supremacia do falante nativo para programas inspirados pela abordagem natural é indiscutível e a defendo com base nos seguintes argumentos:
1) Transferem ao aluno sua maneira de estruturar o pensamento em linguagem pura, isenta de desvios (tais como sotaque, artificialidade idiomática, ausência de valores culturais, etc.).
2) Como o magnetismo de opostos que se atraem, a presença do elemento estrangeiro no contato intercultural estimula a natural curiosidade pelo desconhecido e o desejo de explorá-lo. O falante nativo é a personificação da língua e da cultura estrangeira, constituindo-se elemento motivador chave.
3) As limitações do estrangeiro com a língua materna do aluno possibilitam a inversão de papéis, fazendo o aprendiz (principalmente no caso de crianças) sentir-se às vezes superior e desenvolvendo-lhe a autoestima.
4) No caso de ensino de línguas na infância, a importância do falante nativo é ainda maior. Crianças têm grande resistência ao aprendizado formal, artificial e dirigido. Elas só procuram assimilar e fazer uso da língua estrangeira em situações de autêntica necessidade, construindo seu próprio aprendizado a partir de situações reais. Se perceberem que a pessoa que deles se aproxima fala sua língua mãe, dificilmente se submeterão à difícil e frustrante artificialidade de usar outro meio de comunicação.
Minha experiência de 12 anos de gerenciamento de um centro de convívio multicultural, que já recebeu mais de 80 estrangeiros falantes nativos de inglês, me permite defender a criação de tais centros no Brasil como solução ideal para a erradicação do monolingüismo. Centros de convívio multicultural são ambientes naturais de interação social, onde aquela curiosidade pelo desconhecido e aquele magnetismo natural de opostos que se atraem, proporcionados pelo contato multicultural, é elemento chave. Grupos de conversação com participação de falantes nativos de diferentes países de língua inglesa permitem ao aprendiz desenvolver familiaridade com a língua na sua forma oral isenta de desvios, negociar significados e desenvolver a comunicação criativa. A comparação de valores e o entendimento das diferenças culturais evitam que o aprendiz desenvolva hábitos intelectuais estereotipados. Esta aprendizagem cultural leva o aprendiz a sentir-se à vontade na presença de estrangeiros. Os participantes estrangeiros, no papel de vetores de suas línguas e culturas, se sucedem a cada ano ou semestre. Cada novo contato possibilita ao aprendiz brasileiro a prática de construção de um novo relacionamento, sedimentando aquelas ferramentas lingüísticas básicas ao convívio humano e diversificando sua familiaridade com variantes dialetais e culturais.
Atenciosamente,
Ricardo - EMB
Prezada Cecília,Ninguém (ou muito raramente alguém) gosta da língua propriamente dita, pois esta não é um fim em si mesma; é, isto sim, um meio - um meio de comunicação. As pessoas gostam é da comunicação que este meio proporciona, das possibilidades que este meio lhes abre. O ambiente de trabalho, sempre caracterizado por algum grau de competitividade interna, que pode gerar inveja, comentários maliciosos, cria inibições e não se constitui num ambiente bom para o aprendiz. Por isso é necessário ao aprendiz vivenciar ambientes da língua e da cultura estrangeira descontraídos e autênticos, onde a interação lingüística funciona como meio, para despertar sua motivação.
Você poderia tentar formar grupos de pessoas que não se conhecem; retirá-los de seu ambiente de trabalho e misturá-los com outros aprendizes de outras empresas. Mas para isso teria que ter seu próprio local. O ideal seria que esses profissionais participassem de um rápido programa de intercâmbio no exterior para se submeterem a uma imersão na língua e na cultura. Se não for possível viajar ao exterior, devem procurar encontrar aqui mesmo ambientes de convívio em inglês.
Veja mais sobre centros de convívio multiculturais em http://www.sk.com.br/sk-ccm.html
Atenciosamente,
Ricardo - EMB
Prezada Teresa,Não se esqueça que a aquisição da fala e a descoberta do mundo são processos paralelos para a criança. A relação que deve ser estabelecida pela criança no aprendizado da língua estrangeira, é entre os conceitos resultantes de experiências vividas e a respectiva linguagem que ocorre. Linguagem aqui se refere à oralidade. Embora palavra possa ser definida como o conjunto de forma oral com representação ortográfica, se não houver lugar natural nas experiências vividas pela criança para a palavra escrita, esta não deve figurar artificialmente. Se a forma oral e a forma escrita não seguem um padrão regular, como no caso do inglês, este é um detalhe secundário, com o qual a criança aprendiz irá lidar no momento oportuno.
Portanto, minha sugestão é que você trabalhe prioritariamente a oralidade para desenvolver na criança o máximo possível de familiaridade com a língua estrangeira na sua forma oral. Além do argumento acima, isso também será de maior proveito para eles no futuro porque, vivendo no Brasil, a tendência é terem, ao longo de suas vidas, muito mais oportunidades de contato com o inglês escrito do que com a língua falada. Assim, eles adquirem na hora certa aquilo que é a base e que é o mais difícil. Posteriormente não faltarão oportunidades para descobrirem as peculiaridades do sistema ortográfico da língua.
Boa sorte em seu trabalho.
Ricardo - EMB