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PROGRAMA
DE INTERCÂMBIO CULTURAL PARA ADOLESCENTES EM ESCOLA SECUNDÁRIA NOS ESTADOS UNIDOS
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-- A imersão perfeita --
--- O momento ideal ---
-- O mais completo aprendizado de línguas -- Atualizado em março de 2003Schütz & Kanomata é representante da Pacific Intercultural Exchange dos EUA para o sul do Brasil. A PIE é uma das mais conceituadas organizações de intercâmbio norte-americanas. Atuando há 28 anos, a PIE já possibilitou a mais 20 mil jovens estudar em escola secundária nos EUA tendo recebido só no ano escolar 2001/02, 670 jovens.
A PIE é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo promover o entendimento entre nações e o respeito entre povos de diferentes culturas através de seu programa de convívio familiar, que possibilita ao participante a plena assimilação da língua e da cultura do local, e à família hospedeira um contato com a cultura do participante.
O programa se destina a jovens de 15 a 18 anos de idade e pode ter a duração de 1 ou 2 semestres. O de um semestre (5 meses) custa aproximadamente 4 mil dólares e o de dois (10 meses) 4.200. O de 2 semestres, só pode ser iniciado no mês de agosto, enquanto que o de 1 semestre pode iniciar em agosto ou em janeiro. O programa de 2 semestres é considerado melhor, pois representa a mais perfeita imersão e o mais barato e completo aprendizado de inglês que jamais você poderá alcançar.
Para ser aceito no programa, o jovem tem que possuir equilíbrio emocional, um bom rendimento escolar e demonstrar proficiência em inglês. A entrevista e o teste de inglês são feitos por um falante nativo. Portanto, não adianta muito saber gramática ou ter estudado em cursinho de livros. Não é necessário, mas aconselhável, que o candidato ao programa procurar antecipadamente um curso de inglês onde a ênfase seja a comunicação oral com falantes nativos.
O jovem pode manifestar suas opções preferenciais quanto ao local de destino, mas não há garantia de atendimento. O processo deve ser iniciado com quase 6 meses de antecedência. Uma vez aceito para participar do programa, o intercambista recebe da organização norte-americana o documento DS-2019, através do qual obtém um visto tipo J-1.
AS FAMÍLIAS NO EXTERIOR
As famílias hospedeiras são selecionadas em vários estados, por coordenadores regionais dos programas. São sempre famílias vountárias, isto é, não são remuneradas pela hospedagem oferecida. Devem além disso ser psicologicamente estáveis, e falar inglês como língua materna. É considerada uma família apta a receber um estudante estrangeiro, duas pessoas vivendo sob um mesmo teto, podendo ser um casal com filhos, um casal sem filhos, ou uma mãe com um filho. Alguns programas aceitam também pessoas solteiras ou divorciadas. A família é movida pelo interesse de enriquecer culturalmente e lingüísticamente seu ambiente ao aceitar em seu convívio um representante de outra cultura, e é responsável por acolher o estudante como membro da família e estimulá-lo a participar de todas as atividades do lar e da comunidade. A hospedagem inclui sempre café da manhã, janta, cama individual, e local para estudo.
ASPECTOS POSITIVOS
- Aprendizado da língua e da cultura: É a forma mais perfeita de imersão que existe. Além disto, jamais no decorrer de sua vida, o indivíduo terá capacidade igual de assimilação e circunstâncias tão favoráveis. É portanto a forma mais completa de aprendizado de uma língua e sua cultura e também a mais barata. Principalmente nos programas de 1 ano, a relação custo benefício é extremamente vantajosa e a assimilação é quase total: o jovem torna-se praticamente bilíngüe, isto é, volta falando inglês quase como se fosse sua língua materna. Programas de intercâmbio são superiores aos programas de ESL (English as a Second Language), como experiência cultural e de assimilação da língua.
- Desenvolvimento psicológico: Adolescência é a fase em que o objeto maior da atenção volta-se dos pais para o contato social. A experiência de assimilar a cultura estrangeira e consolidar novos relacionamentos por forças próprias sem a intermediação dos pais representa uma grande conquista. Além de treinar atitudes comportamentais, desenvolve a auto-confiança.
- Maior flexibilidade no relacionamento humano: O jovem adquire desenvoltura e habilidade no relacionamento humano ao construir um círculo inteiramente novo de relações em um meio social diferente.
- Desenvolvimento da auto-confiança: A coragem de imergir em um meio desconhecido e de se submeter a surpresas e obstáculos inerentes a qualquer aventura, o subseqüente êxito, e o retorno triunfal, representam uma significativa dose de auto-confiança.
- Eliminação de preconceitos: O jovem adquire maior flexibilidade em julgamentos e atitudes ao familiarizar-se com modelos de comportamento diferentes dos de seu ambiente.
- Auto-conhecimento: Assim como é preciso sair do mundo para enxergar o ar que se respira, o sair fora de si e de seu ambiente, aliado à assimilação de uma nova cultura, leva o jovem a ver questões sob diferentes ângulos e permite aprofundar o conhecimento de si próprio e de sua cultura.
- Desenvolvimento de consciência global: A experiência de convívio em país e cultura estrangeiros, no papel de cidadão igual aos demais, desperta no jovem tolerância, respeito entre nações e desenvolve uma consciência de cidadania global.
A CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS NA VOLTA
A validação do estudo secundário cursado no exterior é competência das secretarias estaduais de educação. As escolas brasileiras e as secretarias de educação normalmente aceitam o histórico escolar (transcripts) das escolas do exterior. Houve época em que se exigia que os mesmos fossem autenticados no consulado brasileiro do exterior e posteriormente traduzidos por tradutor juramentado, coisas da burocracia que não entende inglês. Hoje, entretanto, já é comum o órgão público responsável pela educação aceitar o documento original em inglês, pois certamente disporá de alguém com proficiência suficiente em inglês para entender um histórico escolar de ensino médio.
Entretanto, talvez o aluno e sua família não devessem se preocupar muito com o tempo que aparentemente perderia, mas sim em adquirir todo o conhecimento que um 3° colegial aqui tem para oferecer. Afinal, a carreira acadêmica de uma pessoa não é uma corrida para ver quem termina antes. Os conteúdos da escola de lá naturalmente não serão exatamente os mesmos da escola daqui. A experiência no exterior não deve ser vista como uma continuidade da carreira estudantil daqui. Será muito mais do que isso. Representará, na verdade, um rompimento total da atual rotina do jovem. Será um período de enriquecimento cultural e desenvolvimento de sua habilidade com a língua estrangeira, representando uma oportunidade de crescimento inigualável. Portanto, devemos considerar também a alternativa do jovem, após o retorno, continuar seus estudos aqui a partir do ponto onde parou.
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OS SISTEMAS BRASILEIRO E NORTE-AMERICANO DE EDUCAÇÃO